Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

2011----2012

Meio ano se passou neste blog.
Mil anos se passaram na vida aqui fora.
2011 foi um ano difícil pra todos. Não sou muito das retrospectivas, sou mais do futuro. Para dar uma passeada no que aconteceu, basta procurar na memória, num papo com amigos numa ceva no fim da tarde, na timeline do facebook.

Pessoas queridas se foram em 2011.
Minha mãe com câncer.
Meus avós se distanciaram milhares de quilômetros.
Essas foram as tristes notícias do ano que passou.
Em compensação, muitas coisas boas me fizeram sorrir.
Nos mudamos para nossa casa nova e nossa no sentido literal.
Reformamos, reformamos e reformamos e agora partimos para a última etapa.
Consolidamos nossa vida de casal, de família. E por falar em família, sei não o que seria de mim sem a minha. Meus pais, irmãos amados e amigos, que acabam por fim formando a família que escolhemos. Amigos de uma vida, de anos, de meses. Tempo acaba sendo relativo, vale sim o sentimento e o quanto verdadeiro ele é.
A vida profissional foi sensacional. Empregos e desafios novos, o último inclusive a uma semana do fim do ano. Prêmios conquistados. Projetos realizados. Resultados contados. Muito reconhecimento. Foi um ano de colheitas.

Mas falemos de futuro. Ou melhor, quero vivê-lo o mais rápido possível.
Então venha, 2012. Estou preparada pra ti. Sem metas. Quero é viver todas as que conquistei.

Sexta-feira, Junho 03, 2011

Alê,

Como assim? Semana passada combinamos tomar umas cervejas no fim do mês, quando finalmente matariamos as saudades dos amigos que deixei em Sao Paulo. E agora tu nos deixa assim, sem mais nem menos?

Ale querido, tu acreditou em mim e no meu potencial naquela entrevista que me levou, em 15 dias, pro meu maior desafio profissional até aqui. Abraçamos sozinhos uma bronca gigantesca. Trabalhamos madrugadas, fudidos, 15, 18, 20 horas a fio. Almoçamos juntos quase todos os dias - e muitos deles na frente do computador. E viramos amigos. De diretor a amigo, pq eh impossivel estar perto de ti e ser menos que isso.

Choramos as pitangas dos problemas, te ensinei o que eh bergamota e tu me retribuiu com as feijoadas paulistas de quarta. Me dava carona pra casa, dizia que ficaria tudo bem, que a saudade da minha verdadeira casa passaria logo. Conheceu meu marido, passou a fazer parte da nossa vida. E eu, na solidao de Sao Paulo, vi em ti e nos nossos amigos a familia que sentia falta.

Tu me deu apoio desde o primeiro minuto encabulado da minha desistencia. Joguei a toalha e a oportunidade e tu entendeu. Me deu apoio e disse "vai em frente. O amor é mais importante do que tudo."

Tu me ensinou o que é ser um chefe decente. Que na hierarquia existe respeito, generosidade e que o bacana é dar a chance do outro crescer. Ensinou a mim e aos nossos amigos o verdadeiro valor dessa palavra. E que generosidade, alias, era uma das tuas maiores virtudes.

Valeram as risadas, as brincadeiras, a turma da casinha. Mas essa historia de que o céu ficara mais feliz nao me convence. Aqui é que precisamos de gente do bem, de alma transparente como tu. Dane-se o céu. Tua familia, tua filhota, eu, o Rafa, a Cla, a Camila, a Gi, o Volnei, queremos tu aqui.

To te esperando pra conhecer o sul e tomar aquela ceva. Chega de brincadeira. Trinta e poucos anos. Os bons morrem jovem, ja diziam. Mas tu acabou indo embora mais do que cedo demais.

Amigos são imortais.

Sexta-feira, Abril 29, 2011

Não sei se acontece com você também. Os dias vão passando, as tarefas sendo cumpridas, a vida sendo vivida. Aí paramos pra pensar e lembrar de recentes ou nem tão recentes acontecimentos. E eles parecem pertencer a outra pessoa, a outra vida, a outro eu. Pelo menos comigo tem sido assim. A vida parece ter duração de alguns meses. Ou pior, dias. Mais do que isso, parecem pertencer a outro alguém, que não eu mesma.

Exemplo? Volto a São Paulo mês que vem a trabalho. Bacana, adoro São Paulo. E depois de muitos instantes paro e penso: peraí, mas eu morei em São Paulo. E faz apenas dois anos que voltei!. A palavra apenas é só para ilustrar nesse texto. Tem certeza que foi nessa vida? Tem certeza de que fui eu?

E assim a vida, esse breve momento de tempo medido não sei por que critério, passa. Aos galopes. E aí pensamos no ontem e a distância entre ele e o hoje é maior do que gostaríamos. E assim passam oportunidades, pessoas, lembranças, conquistas, derrotas, lembranças. Tristezas, decepções, alegrias, minutos. Estes instantes que preenchem nossas vidas com uma reunião, um almoço, uma viagem, uma reforma da casa. Se têm a duração de uma hora, quinze minutos ou quatro meses, acabam entrando no mesmo pensamento sistêmico de algo que passou e pertence ao passado. Que deveria, sinceramente, ficar na memória classificado por recente, breve, longo. Mas ficam todos enquadrados da mesma forma: passado. Foi. É? Nem vi.

O que mais me inquieta nisso é que nele estão pessoas. Se os dias passam assim, e cada um deles parece ser auto-suficiente para ter começo-meio-fim-passado, independentemente do tempo que durem, acabamos vivendo na saudade. E é aqui que quero chegar. Se paro pra pensar, a saudade tem sido randômica e inacabável.

Sério que faz um ano e meio que não te vejo? Mas não foi ontem? Faz dois anos que voltei? Sério que já faz três meses não que almoçamos juntas e que muitas vezes vou sozinha, porque chegou meio-dia e não pensei antes o que faria? Não, não é possível que sequer te mando e-mail há um ano. E assim por diante. Não por desleixo, mas simplesmente porque os dias vão passando. E as prioridades diárias tomam espaço das demais. Com você é assim também? Parece que o tempo dura cada vez menos. Porque a gente esqueceu de planejar um pouco mais do que uma semana. E porque a gente não tem tempo. E assim sobra só o ontem, o almoço de hoje em 15 minutos no shopping entre uma reunião/um review/um briefing/um banco e o dia mal planejado de amanhã.

Aí eu digo pra mim mesma: chega de saudade. E então agendo as unhas, a depilação, a reunião, o review, o ballet, o banco, o sono, o marido, a obra, a novela. E me falta o tempo. E vivo o dia. E me sobra a saudade.

E ai então me pergunto: mais um dia? Ou menos um dia?

Terça-feira, Fevereiro 01, 2011

Dia do Publicitário



Obrigada, minha profissão, por todas as críticas de que te amo acima de muitas coisas.
Só quem tem a paixão pela propaganda no sangue sabe do que estou falando.

Quarta-feira, Janeiro 05, 2011

Olá, 2011


Sem grandes retrospectivas de 2010. Foi um ano difícil, cheio de desafios, cada dia tive a impressão de que alguém sacolejava a minha vida entre as mãos, como naqueles globos de natal com neve artificial. Agora, ao que parece, terminaram de cair os últimos floquinhos.

Das grandes mudanças: nova configuração familiar, compramos nossa casa própria (casa mesmo, com quintal, dois andares, plantinhas e tudo o que tem direito) e estabilidade profissional. Para 365 dias, digamos que foram mudanças e conquistas desafiadoras.

Não mentalizei nada para 2011. Minto. Só uma coisa: que seja um ano de colheita. Quero que fique tudo exatamente como está e isto carrega uma simbologia gigantesca para alguém inquieta como eu. Não fiz metas de crescimento profissional, não tenho grandes ambições, nem quero mudanças no amor, na família. Quero simplesmente que todos colham tudo o que foi plantado em 2010. O que posso resumir numa palavrinha apenas: estabilidade.

Confesso que nem eu me reconheço e tampouco penso em conformismo. Credito isso à maturidade. E a um alto nível de felicidade. Precisa mais?

Quinta-feira, Setembro 16, 2010

Nunca duvide do dia de amanhã

E minha mãe hoje é uma cidadã portuguesa, casada e feliz. Sexta-feira, num castelo em Portugal, ela se casou novamente

Um amor que começou na internet, em dias difíceis e sem perspectivas, e acabou cruzando os mares, provando que é possível ser feliz. Já disse aqui há um tempo atrás: um ponto final em um livro com final feliz.
Ela e meu pai corajosamente decidiram iniciar um capítulo de um novo livro. E eu, que só desejo a felicidade eterna deles, incondicionalmente, admiro o passar dos dias com alegria.
E se for para me entristecer, que seja apenas me lamentar por não poder estar lá em Portugal, naquela tarde. Pra fazer destes votos de felicidade, os meus de amor.


p.s.: nada neste mundo traz tanta beleza quanto o amor.

"Um dia inesquecível, de sonho, de felicidade e amor...1o de Setembro de 2010 , nosso casamento .
Este foi o dia do meu casamento, em Coimbra , Portugal.Se a um ano atrás, alguem tivesse me dito isso, eu teria rido e muito, mas hoje, quase uma semana depois deste dia, posto aqui algumas fotos deste momento mágico nas nossas vidas,que além de muita paz, carinho, cumplicidade ,respeito e amor, nos mostrou que acreditar é preciso, e que ser feliz é sempre possível!
“Poderiamos escrever aqui uma linda frase, contar nossa história juntos, escrever músicas, poesias e versos. Mas nada disso seria suficiente para descrever esse momento único que vivemos, porque sempre haveria mais uma linha, mais uma estrofe, mais um detalhe a acrescentar nesta caminhada que agora iniciamos juntos...”
Elke e Jorge
"

Quinta-feira, Julho 15, 2010

É amanhã

Enervada até a alma.

Vamos?

Quinta-feira, Junho 24, 2010

O gráfico perfeito da vida

Gosto de associações simples. E este gráfico abaixo, roubado deliberadamente daqui (junto com um texto incrível, para um blog que dispensa comentários), traduz o que busco todos os dias antes mesmo de abrir os olhos. Às vezes esqueço. E para estes dias tenho ele agora impresso e colado bem diante do meu nariz.

Quarta-feira, Junho 02, 2010

Fui ali curtir um feriadão.

Terça-feira, Junho 01, 2010

Das coisas que não tem preço ao coração

A carinha boa e de felicidade da minha mãe, por exemplo.

Quarta-feira, Maio 26, 2010

Por aqui se passaram meses, na minha vida foram anos. Por onde começar? Na verdade trata-se mais de recomeçar.

Agora tenho madastra, padastro, filhos da madastra, pais do padastro. A familia aumentou ou diminuiu? Comemorar a nova felicidade dos meus pais é bom ou ruim? Dar colo ou receber colo? Dificil responder uma pergunta com respostas duplamente verdadeiras a cada dia, minuto, segundo que a cabeça para pra pensar nisso.

Minha mãe não está mais ao alcance do telefone, nem de alguns minutos de carro. Mas de emails e horas, fusos e fronteiras de distância. E pela primeira vez sinto a falta do colo dela e não de oferecer o meu. Quanto mais difícil o desejo, mais ele teima em querer acontecer.Agora é refazer os planos de férias e providenciar o passaporte, mesmo que Portugal fosse um dos mais improváveis destinos de lugares a conhecer.

Parece que agora as linhas tortas se justificam. Viramos a página.Mas já mandei entregar uma caneta nova, macia e colorida pro cara lá cima.E, na dúvida, um bloco inteiro de folhas pautadas.

Quarta-feira, Março 17, 2010

"Às vezes você me pergunta por que que eu sou tão calado".

Esse verso, e somente ele da música do Raul me explicam e talvez justifiquem tudo aquilo sobre o que não quero falar.

Mudanças por si só já são difíceis, e isso não quer dizer que sejam ruins. Sao apenas: dificeis.

Geralmente me adapto rapido a elas.Penso,amadureço a ideia,analiso todas as consequencias. Dessa vez nao tenho nem tentado pensar. É complicado quando trata-se de estrutura, ou bem mais, de chão. Mas é impossivel construir um novo telhado se as vigas estao apodrecidas, velhas e roidas por cupim.

No momento só penso no futuro e vivo a angustia da preocupacao sem fim com ali, o dia de amanha. Como sera? quais os problemas que virao? Infelizmente nao consigo nem enxergar isso. E sem planejamento, jah viu. Nao dou um passo sem pensar quantos minutos vou precisar e quantas horas precisarei para o proximo.

Mas enfim, a vida segue. Nao me pergunte como. Soh sei que ela segue. Velha moldura, novo retrato. Sem saber quem, nem quantos sorrirão pro fotografo.

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

Enfim, registros das férias
















Decidimos passar nossas férias-lua-de-mel em Angra dos Reis, mais especificamente em Ilha Grande, com escala no Rio de Janeiro pro reveillon. Acho que as fotos falam por si: lá é o paraíso.

Descansamos, vimos peixinhos listrados, mar ora azul turqueza, ora verde esmeralda, comemos e bebemos bem, tivemos o prazer de viver por dias num lugar em que não entra um carro sequer, estivemos entre amigos, enfim. Cada segundo destes 9 dias valeu a pena.

O susto é que deixamos Ilha Grande 24 horas antes do desastre do ano-novo e com isso recebemos muitas ligações e sms de amigos, familiares.
Seguem registros:
Saímos de POA às 9 da manhã. E a trip foi grande:

POA - RJ de avião. Aeroporto - rodoviária de táxi. RJ - Angra de ônibus. Angra - Ilha Grande de escuna. Total: 11 horas de viagem até o paraíso.





Em Angra, na escuna, rumo a Ilha Grande.


























Quando tiramos os tênis e sentimos a água fresquinha que vinha do movimento do barco, finalmente sentimos que estávamos de férias.








Como adiantamos nossa viagem em 2 dias, não consegui reservar a mesma pousada para toda a estadia em Ilha Grande. A primeira pousada que ficamos, Isla Plasencia, é o quadro do horror. Umidade, cheiro ruim, sujeira. Não recomendamos. Ainda bem que foram somente 2 (longas) noites.
A primeira sensação quando se chega a Ilha Grande é que estamos dentro de um filme. Uma vila pequena sem nenhum carro, ruelas de chão batido e pedras, casas pequenas e muitas, muitas, muitas pousadas, pequenos restaurantes, artesanato local. Colorida, de luz amarelada, silenciosa, uma delícia. Jantamos um peixe à brasileira delicioso.



















Em Vila Abraão, onde ficamos, não tem uma praia muito atrativa. É mais o centrinho de tudo. Todas as manhãs saem diversos barcos/escunas/catamarãs, rumo a todas as praias/ilhas, nos passeios vendidos por várias agências locais. Cada passeio custa, em média, 50 a 80 reais por pessoa e é melhor escolher por lá mesmo.

Para o primeiro dia, escolhemos a escuna que percorreu a Ilha José Grego, Caxadaço, Dois Rios e Lopes Mendes.



Na escuna














2 horas de belas paisagens e golfinhos até o primeiro destino.







A Ilha de Jorge Grego não tem areia, só pedras e água própria pra mergulho. Além do paraíso embaixo d'água, com profundidade de 6 metros, estrelas do mar, peixinhos de todos os tipos, tartarugas e água cristalina, centenas de pássaros decoram o céu. Beleza de cima a baixo.





Preparado pro mergulho

















Moreno ao mar!!














Caxadaço foi nossa praia preferida. Um pequeno pedaço do paraíso escondido entre as pedras. Do alto mar é impossível supor o que vamos enxergar após contornar as pedras.












Águas transparentes e areia branquinha.
















Ainda é possível escalar as pedras e ter 2 visões: as ilhas ao redor e a prainha do Caxadaço.






Rumamos então a Dois Rios. Esta parte da ilha é cortada por Dois Rios. Lá está também o presídio desativado, onde não tivemos a mínima vontade de ir. Infelizmente a escuna ficou pouco tempo, então não conseguimos localizar a cachoeira que (lemos) existe por lá.










Chegando em Dois Rios.














A criança e seus baguetes se divertindo.






Após Dois Rios, o destino foi Lopes Mendes, uma das praias preferidas pelos turistas. Confesso que não me atraiu muito. É linda, mas as outras superam. Uma praia de areias brancas e finíssimas, com um mar calmo, transparente e quente. São 3km de costa plana pra caminhar. Quando chegamos lá, tinham 4 lanchas gigantescas ancoradas. Pelo jeito, é a praia onde os bacanas e seus muitos empregados vão passar o dia.







Não, eu não estou na piscina.







No dia seguinte, resolvemos nos dar ao direito de ficar ancorados na areia de Abraão. Nosso único compromisso era trocar de pousada (finalmente), tomar cerveja, ler e comer peixinho grelhado na beira da praia.
A nova pousada, L'auberge, é uma graça. Fica na encosta da Mata Atlântica (medo), muito no alto (medo de novo). Quarto confortável, ótimo atendimento, café da manhã ao ar livre, uma delícia.







Vista da porta do nosso quarto.















Meu ogrinho tentando pegar um guaraná. Pegou mais do que isso: a porta do frigobar.








No quarto dia, bancamos de bacana e fomos num passeio quase exclusivo de catamarã pra Ilhas Botina em Angra, onde almoçamos numa ilha ali por perto, Lagoa Verde e Lagoa Azul, consideradas as praias mais paradisíacas da Ilha Grande. Infelizmente à tarde começou a chover, o que comprometeu um pouco o passeio. Mas não muito. Realmente um lugar mais espetacular que o outro. Fizemos amizade com um simpático casal de 60 anos que me fez pensar que quero me aposentar com condições de fazer o mesmo que eles: andar o mundo todo com o único compromisso de viver a vida.





É impossível se coordenar pra fazer uma foto a dois embaixo d'água.














No catamarã













Ilhas Botina e um pequenino temporal. :P








No nosso último dia em Ilha Grande, fomos de Táxi Boat (ótimo isso) para Abraãozinho, uma praia próxima à vila. Bacaninha, mas nem perto dos paraísos que vimos.

















No dia 30, enfim chegamos ao RJ. Abaixo de uma chuva de balde que só parou no dia 31, horas antes da virada. Ficamos hospedados na casa da Kelen, que nos acolheu, nos aguentou e nos guiou nos dias que viriam. A gente encheu o saco dela. Aham.

Passamos o reveillon na Barra, numa festa ótima que reuniu cariocas, gaúchos, goianos. Novos e velhos amigos, inclusive a Mona, que adora se esconder no Rio de vez em quando.
Desistimos do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar porque o mundo inteiro estava no RJ e esperar em filas não fazia parte do roteiro de férias. Detestamos passar trabalho. Portanto, enfiamos a Kelen em todos os táxis que podíamos.

Passamos um dia na praia no Leblon, outro na Barra, tomamos caldos e mais caldos no (desculpa) horrível mar do Rio, fiz a Kelen e o Volnei caminharem quilômetros em Copacabana porque eu precisava (por que mesmo?) passar na frente do Copacabana Palace, desistimos de ir na quadra do Salgueiro, senti falta de milho verde, gostei do Choque de Ordem na beira da praia, torramos no calor senegalês do sol do RJ. Tudo em ótimas, fiéis e as novas companhias.






Reveillon













AMO. Kelen e Mona.















Barra da Tijuca













Leblon
















Copacabana








E então, enfim, chegamos. Renovados, bronzeados, felizes, amados. Já com saudades de tudo. E repetindo, como todos sempre: "O Rio de Janeiro continua lindo".

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

Nossa zebra do destino

E passou o dia inteiro e não vi que nossa inacreditável história da Zebra no Destino foi contada na Zero Hora.

Então estamos nós três lá: a Jojô, a Zebra e eu.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2769408.xml&template=3898.dwt&edition=13861&section=1068


Uma história inesquecível dessas merecia um registro off line.

Muito

2010 chegou muito: muito trabalho, muita correria, muita satisfação, muitos desafios.
Mas chegou correndo muito mais do que 2009. Não tive tempo nem pra desfazer as malas (santa Eliana), nem pra ir no supermercado (que minha sogra não me ouça, mas faz quase um mês que não dou as caras num), muito menos pra organizar as fotos, sequer pra comentar sobre a viagem sensacional que fizemos.
Então muito bem. Quando tiver muito mais calma, faço os devidos registros. Que muito merecem uma dedicação exclusiva.

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

2010 será um ano de muito trabalho.

Ano de Copa do Mundo.

Ano de eleições.

Ano de empresas se recuperando de uma pseudo ou uma real crise.

Ano que encerra uma década.

Ano de estabilidade.

Coisa chata já ter rótulos para um ano. Quero mais é que ele seja inesperado de tão bom como foi 2009.

Fui-me de férias. Digo, fomos. Ilha Grande depois de amanhã. Rio de Janeiro pro reveillon, entre amigos e com ela. Quero conseguir uma única proeza: fazer uma tomada feliz. Desligando tudo.

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Como foi bom voltar pro palco. Tão bom que se eu escrever vai ficar bem piegas do jeito que eu não gosto. Quando tiver as fotos, trago pra cá. Ah! e obrigada aos todos os merdas que ouvi, a todos que me abraçaram ou enviaram parabéns, às minhas parceiras de palco que me receberam de braços abertos e me apoiaram muito, inclusive oitos antes da cortina se abrir. Bom demais.
O Volnei disse que eu fico estranha antes e depois, já que pra ele foi tudo novidade. Fico, sim. Talvez porque quando tô envolvida com o ballet, seja um dos únicos momentos em que estou absolutamente focada, equilibrada e disciplinada. E essa referência estava fazendo falta.
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Buenas, falando em foco... acabou a função de espetáculo e agora só consigo pensar na lua-de-mel e nas férias... Angra, Ilha Grande, RJ. Passagens compradas, pousadas reservadas, passeios, noite da virada, amiga parceira, preparativos, onde deixo a Socorro, enfim.
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Mas tem a tradicional correria. Quinhentas coisas pra fazer e fazer dar tempo antes do recesso da agência. Campanhas de natal e de verão. Planejamentos para 2010. Ajeitar a verba do cliente em planos inovadores. Tudo aquilo que é meu dia-a-dia apaixonante.
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Ah! e tem o natal. A preocupação com meu avô que vai pra cirurgia, a minha avó que está dodói, a ceia da família, os presentes, tentar colocar fora as coisas que não preciso antes do ano novo, as metas, as manas, os pais, o irmão, a enteada, o marido, a casa...

Pra dar conta de tudo? O tal foco aquele. Desafio de trazer ele do palco pra correria do dia-a-dia, sem esquecer a coreografia, com figurino impecável, maquiagem intacta, em forma, no eixo, com humildade, com sorriso no rosto, generosidade em cena, consciente que se errar é ruim mas acontece. Tudo em busca de um grand-finale. Para recomeçar tudo outra vez.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Convite

Retorno aos palcos depois de 6 anos, num espetáculo inesquecível.
"Minha visão do sul" apresenta o ballet clássico coreografado com músicas tradicionais gaúchas, num encontro rico e inusitado de culturas.

Sem dúvida, vale a pena conferir o espetáculo deste ano.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009




















Doce é gostoso, faz bem pra alma, pro coração, pra ansiedade, pras inquietações, é prazeroso.
Doce é a nossa casa. Logo quando me mudo quero fazer tudo de uma vez só, não tenho paciência pra esperar. Mas logo depois o que era provisório vira definitivo porque esqueço, porque canso de brincar de montar a casinha, porque vira paisagem. Algumas coisas ainda estão pela metade, mas o que está pronto é a nossa cara.
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Uma das maiores alegrias é que agora, finalmente, temos um cachorro. Assunto velho no twitter, assunto novo por aqui. Ela é a Maria do Socorro, raça que defino como dalit. Apesar de estar conosco há pouco mais de dois meses, já coleciona algumas histórias impagáveis. E colabora para evitar a insanidade dos seus donos, que tratavam peças decorativas como animais de estimação.




4ª feira é sempre dia de caipirinha, comidinha gostosa e Maria do Socorro no sofá.
Os animais inanimados do casal apaixonado por bichos rendem histórias divertidíssimas. Casal criativo dá nisso.



Cocó é apaixonada pelo austero pinguim negro em cima da geladeira. Ela tenta bater as asas pra chamar a atenção, mas ele não dá a mínima bola. Um dia a gente ainda junta esse casal.





A dupla d'angola também não é muito feliz no amor. Vide a cara de desespero das duas.





Caminhar pela casa pode ser uma aventura, principalmente se for fim de semana. Um vacilo qualquer corro o risco de sentar num violão, comer em cima de um baixo ou ligar a guitarra ao invés do som. Não, eu não reclamo da bagunça. Somos um casal de bagunceiros assumidos.






"Há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo". A escada florida, obra quase acabada.




E assim vivemos nossa louca vida.
Eu chego, acabada. E é a vez dele sair pra trabalhar, cheiroso.
Controlamos as noites em que temos compromissos comuns, pra que tenhamos pelo menos um dia da semana os dois, em casa. Decidimos fazer churrasco às 10 e meia da noite, decidimos sobre a viagem de férias às cinco da manhã. Cantamos, contamos e brigamos a vida a dois todos os dias. Adocicando a vida de coisas boas.